segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

REFERÊNCIAS

Azevedo,Thales.Italianos na Bahia e outros temas/Thales de Azevedo-Salvador:Empresa 
gráfica da Bahia/Secretária da cultura,1989.
Disponível, 08/10/13, as 20:14 hs
História da biblioteca nacional, italianos na Bahia,ano 6/nº72/Setembro 2011.

ENTREVISTA

Qual foi o motivo de o senhor deixa a sua terra natal?
A fome que assolou o meu pais e a falta de emprego, estava tudo paralisado não tínhamos o que comer a Itália estava em crise um período terrível e muito triste.

O que mais lhe marcou nesse período?
Saber que quando acordasse tudo estaria ainda pior eu era uma criança e sente muito cedo a depressão de  vê que meus pais perderem tudo o que tinham, o que foi conquistado ao longo da vida inteira ter sido confiscado pelo governo perdemos tudo, não sobrou nada e passamos muita fome.

Como foi  a tomada da decisão de vim para o Brasil?
Foram meus tios que tinham amigos na Polônia e na Suíça, eles leram muitas notícia e ouviram  que o Brasil era o pais do futuro de terras  muito prosperas, que tinha trabalho e muita comida, meus pais autorizaram eles mim trazer para que tivesse um futuro melhor uma oportunidade já que  o meu pais estava em crise.

Como foi a viagem de vocês?
Triste lembro que no navio cantávamos bastante e chorávamos só de lembar que deixamos para trás nossos familiares e amigos, ficava olhando o mar dia e noite imaginado como estava meus pais.

O que pensou no momento do desembarque?
Que terra linda e abençoada meu Deus, muito grande em relação a minha Itália.
O cheiro a cor da terra o sorriso das pessoas a alegria e o jeito único que só brasileiro tem de olhar, pensei que minhas preces foram atendidas e estava em casa.

Chegaram primeiro em que local?
Meu navio que até hoje lembro do nome foi o beaglle, desembarcou em no litoral de Santos e depois fomos para Ilhéus.

A onde ficaram hospedados?
Fomos para uma taberna nos primeiros dias , pois meus tios e seus amigos estavam a espera dos conhecidos deles, na outra semana ficamos alojados em uma fazenda que se chamava Salmo 112, do senhor Andrea  Matarrazo, um parente distante nosso, que eu nem conhecia.

Como foi a adaptação ao trabalho?
Era muito ruim no início a galocha que usava machucava e fazia muitos calos no pé sentia muitas dores até acostumar.

Como era a colheita?
Tinha que acordar ás 5:00 horas e ir para lavoura cedo todos os dias, um trabalho árduo e puxado para uma criança.

Quanto tempo ficou na lavoura? E foi para aonde depois?
Fiquei na colheita de café por 4 anos. Depois fui trabalhar em um armazém como atendente.

Como foi o período de adaptação na escola?
Não gostava muito de ir estudar no início, pensava em trabalhar para poder ajudar meus tios a juntar dinheiro e podermos voltar a minha querida Itália, mais na segunda semana conhece a minha futura esposa que sempre mim motivava nos estudos e trabalho.

Como procedeu a sua vida após esse período?
Comecei a mim dedicar aos estudos e ao trabalho, fui promovido e concluir o meu ginásio, prestei vestibular e mim formei em engenharia em seguida casei com a minha namorada Marcionilia a da escola e hoje sou homenageado pelo meu neto com um diário escrito que ele chama de blog.



domingo, 8 de dezembro de 2013

PORTO DE ILHÉUS 1924

A exportação de cacau era um problema, pois era feita pelo porto de Salvador.
Em 1924, os cacauicultores iniciaram a construção do porto de Ilhéus com recursos próprios, 
e a exportação do cacau começou a ser feita diretamente na cidade, trazendo com isso a 
presença de estrangeiros e um intercâmbio cultural com países da Europa.
Nesta época vinham dançarinas, mágicos, e também aventureiros para divertir as pessoas 
que possuíam dinheiro.
O grande fluxo financeiro originado pela produção e exportação de cacau deu origem a 
peculiaridades no desenvolvimento da Região da Costa do Cacau, região geoestratégica da  
Bahia.
O desenvolvimento da produção e a busca por melhor qualidade nesta commodity, levaram as
lideranças regionais e os produtores a criar a CEPLAC, Comissão Executiva de 
Desenvolvimento e Preservação da Lavoura Cacaueira. Hoje um órgão do Ministério da 
Agricultura, com importante centro de pesquisa, o CEPEC.



CIDADE DE ILHÉUS 1881

Em 28 de junho de 1881 Ilhéus foi elevada à categoria de cidade, numa ação referendada 
pelo Marquês de Paranaguá.
Em 1913 a cidade foi transformada em bispado. O governo brasileiro doava terras a quem 
quisesse plantar cacau. Vieram sergipanos e pessoas fugidas da seca do nordeste, do
próprio estado e de todo lugar, Em dez anos a população cresceu de uma forma explosiva,
plantava-se cacau em abundância, vieram pessoas buscando o eldorado e a região mudou 
seu aspecto.


INÍCIO DA PLANTAÇÃO DE CACAU

Em 1754 o governo português acabou com o sistema de capitanias hereditárias e as terras 
brasileiras voltaram para as mãos do governo.
Foi nessa época que iniciaram o plantio do cacau.
Naquela época não se tinha conhecimento da importância do chocolate na alimentação e só 
pensava-se em cultivar a cana-de-açúcar, que era o que rendia muito.
Foi somente na século seguinte, nas primeiras décadas que os alemães chegados à região
e, 1821 começaram o plantio do cacau como cultura rentável. Até 1890 foram os estrangeiros
que plantaram cacau.
A partir desta data é que houve uma verdadeira corrida para a ocupação das terras.


VILA DO SÃO JORGE DOS ILHÉUS

Considerada por Tomé de Sousa como "a melhor coisa desta costa,para fazenda" a região 
se tornou produtora de cana-de-açúcar e ganhou muitas construções.
Mas, com a chegada dos ferozes índios Aimorés, que passaram a atacar as plantações, 
Ilhéus sofreu o declínio econômico que resultou em  decadência. No século XVIII com a 
importação de mudas de cacaueiros da Amazônia e sua notável adaptação à condições 
climáticas da região, Ilhéus viu brilhar diante de si um novo eldorado.

HISTÓRIA DA CIDADE DE ILHÉUS

A história de Ilhéus remonta a época das capitanias hereditárias, quando D. João III doou
vasta extensão de terra, 50 léguas de largura, ao donatário Jorge de Figueiredo Correia,
escrivão da corte real. Instalada em 1535 na Ilha de Tinharé, antigo domínio da Capitania de
Ilhéus.